Neuropediatra de BH esclarece áudio sobre exposição de crianças a telas

Neuropediatra de BH esclarece áudio sobre exposição de crianças a telas

Rodrigo Carneiro ressalta que informações não estão todas corretas, mas vale o alerta sobre o uso de tablets, smartphones e jogos

O excesso de uso de telas é uma epidemia do mundo atual. Adultos, adolescentes e até crianças têm passado muito mais tempo do que o recomendado em tablets, smartphones e serviços de streaming. No caso de crianças, o exagero é ainda mais grave, pois estão em processo de formação. Sobre esse assunto, que desafia pais no mundo todo, um áudio de Whatsapp viralizou na semana passada. Uma pessoa dá resultados de estudos supostamente apresentados pelo neuropediatra Rodrigo Carneiro, presidente eleito da Sociedade Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil e Profissões afins (Abenepi), em uma palestra, associando excesso de telas e joguinhos a comportamentos autistas, entre outros sintomas.
“O áudio está no Brasil todo, até nos Estados Unidos. Médicos de vários estados me ligaram após terem recebido”, disse Carneiro a Encontro. Ele divulgou nota de esclarecimento nas redes sociais da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil – regional Minas Gerais, pois afirma que o áudio mistura diferentes aulas proferidas no Congresso de Neurologia e Psiquiatria Infantil, em Vitória (ES), no final de agosto. “Como o áudio viralizou, decidimos lançar uma nota, explicando as informações corretas, para repassar a todos que procurarem saber sobre o assunto”, explicou.
No entanto, o especialista disse que ao menos o alerta feito no áudio vale, pois o uso indiscriminado de telas realmente traz consequências sérias para as crianças. “Ao menos vale para terem cuidado com essa questão.”
Confira a nota de esclarecimento de Rodrigo Carneiro, na íntegra:
Tem um áudio de grande circulação nas redes sociais, no qual conteúdos de palestras minhas são citados.
 
Este áudio tem importância para alertar sobre o uso excessivo e indiscriminado das tecnologias (internet redes sociais e videogames) por crianças e adolescentes pode gerar alterações de comportamento.
 
Porém algumas correções precisam ser feitas, ele mistura dados de três palestras realizadas no 25º Congresso Brasileiro de neurologia e psiquiatria infantil realizado no mês passado.
 
As mensagens que devem permanecer e que têm evidências científicas são:
 
1 – Que uso de telas (televisão, tablet, celular e videogames) antes de dois anos de idade causam importantes desvios no desenvolvimento neuro psicomotor, não só pelo uso em si, mas também porque eles competem com experiências sensoriais e motoras, como exploração do ambiente contato com familiares e pessoas próximas que são de fundamental importância para o desenvolvimento do cérebro humano.
 
2 – Então abaixo de dois anos de idade,  o recomendado é nenhum tipo exposição a tecnologia.
 
Entre 3 e 5 anos o recomendado é no máximo uma hora por dia sob supervisão dos pais.
 
Entre 6 e 18 anos o recomendado pela Academia Americana de Pediatria, são 2 horas por dia, sendo que pode variar dependendo do conteúdo, hábitos de vida e nível de socialização. Recomendamos que este tempo não exceda 4 horas.
 
Existe relação entre a quantidade exposição, predisposição individual e qualidade do conteúdo, para que esse tempo seja avaliado de forma individual.
 
3 – Falando em videogames está comprovado que o uso excessivo pode causar dependência. Constará no Código internacional de doenças CID-11, em vigor a partir de janeiro de 2022.
 
4 – É muito importante salientar que nenhuma tecnologia substitui o contato pessoal direto. Valorização da família e amigos.
 
5 – Sono é extremamente importante e varia de acordo com a faixa etária.
 
6 – Alimentação saudável, atividades físicas regulares, brincadeiras ao ar livre, jogos de tabuleiro, esporte, leitura, música, artes e meditação, bem como todas as atividades de contato humano são essenciais para nossa saúde mental.Neuropediatra de BH esclarece áudio sobre exposição de crianças a smartphones, tablets e jogos
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Sobre bbraga

Atuo como professor de química, em colégios e cursinhos pré-vestibulares. Ministro aulas de Processos Químicos Industrial, Química Ambiental, Corrosão, Química Geral, Matemática e Física. Escolaridade; Pós Graduação, FUNESP. Licenciatura Plena em Química, UMC. Técnico em Química, Liceu Brás Cubas. Cursos Extracurriculares; Curso Rotativo de química, SENAI. Operador de Processo Químico, SENAI. Curso de Proteção Radiológica, SENAI. Busco ministrar aulas dinâmicas e interativas com a utilização de Experimentos, Tecnologias de informação e Comunicação estreitando cada vez mais a relação do aluno com o cotidiano.

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