Aprender a pensar: a passagem da “Menoridade” para a “Maioridade”

(Clóvis de Barros Filho explica)  Immanuel Kant no Século XXI

Aprender a pensar: a passagem da “Menoridade” para a “Maioridade”

Para Immanuel Kant, a criança pequena é movida por seus desejos e inclinações, ela age por caprichos e vontades arbitrárias, sendo assim um ser que não age segundo as leis que regem a sociedade. Por isso a mesma deve ser instruída e disciplinada para que saia do “Estado Selvagem” e aprenda a seguir as regras existentes segundo as leis da humanidade, deixando gradativamente de seguir apenas suas vontades e paixões. Deve-se retirar a animalidade da criança, impondo-lhe limites para que se possa educá-la. Este processo precisa acontecer bem cedo para que ela se acostume a obedecer, isto pelo fato de que é muito difícil mudar o comportamento do ser humano depois de um longo período em que ele apenas seguiu seus instintos. Entretanto a disciplina tira do ser humano a capacidade de pensar por si, e o transforma em um ser meramente treinado e não verdadeiramente esclarecido, por este motivo esse momento de treinamento deve ser breve, pois, o homem precisa pensar por conta própria. Na “menoridade” o ser humano é incapaz de fazer uso de sua própria razão, de pensar por si mesmo sem ter alguém lhe monitorando, age pelas leis da casualidade. Já na “maioridade” o mesmo tem capacidade de pensar por si sendo ele livre, pois, faz uso da razão estabelecendo uma lei moral e ética, agindo por dever e sendo responsável por seus atos.ade

É preciso dar gradativamente liberdade à criança desde cedo, sabendo estabelecer limites para que esta liberdade não lhe prejudique ou prejudique a outros.

A educação é a transição da “heteronomia” (quando os outros pensam pela criança e as regras são impostas e obedecidas), para a “autonomia” (quando o homem pensa por si e onde ele é auto-legislador, obedecendo a lei moral).  Segundo Kant, na educação do ser humano existem quatro passos fundamentais, o primeiro passo é o da “disciplina”, onde a animalidade do homem é reprimida para que seu caráter possa vir a ser desenvolvido. Tornar o ser humano culto é o segundo passo, pois, a “cultura” engloba vários conhecimentos dando-lhe possibilidades múltiplas para muitos fins. O terceiro passo trata-se da “civilidade”, uma cultura que preza as cerimônias sociais como, por exemplo, a gentileza e a prudência para com os outros e de tudo que diz respeito à formação do cidadão. Por fim o quarto passo, a “moralização”, que para Kant é o mais importante porque para ele é infinitamente mais significativo pensar por si e escolher bons fins para todos, do que apenas ter sorte em seus próprios fins, uma vez que a formação moral da ao homem bons valores a respeito da espécie humana.

No final do processo da educação o homem consegue pensar por conta própria e é capaz de tomar decisões com base na lei moral como um produto da razão estabelecida por nós mesmos e que deve ser universal. Devemos ter o hábito de agir moralmente segundo certas máximas, ou seja, agir conforme regras que o homem estabelece para si mesmo e que sempre deverá valer para todos, formando assim o caráter. Hoje em dia vemos que não existe a verdadeira moralidade, uma vez que, a maioria das pessoas só visa o seu próprio benefício, mesmo que isso traga prejuízos para outros e para a humanidade.

Aprender a pensar é o mais relevante na educação, as crianças devem saber o que é melhor para todos por si e por virtude, e não porque alguém impôs ou porque Deus determinou. O esclarecimento acontece quando o ser humano sai de sua menoridade autoculpada e chega à maioridade. A educação contribui para o esclarecimento da humanidade, pois, o esclarecimento transforma o homem ao ponto dele fazer uso da sua razão para beneficiar a todos. O homem só se torna um verdadeiro homem se for educado, e é claro que ele recebe a educação de outros homens que como ele também foram educados.

 

  • Na maioridade a pessoa pensa por si sendo livre, tem a capacidade de pensar por si sendo livre,

A maioria das pessoas vivem pelo conceito dos outros.É preciso coragem para se servir do seu próprio entendimento.

Só somos livres quando faz o que não quer.

O que é iluminismo

Alcançar as luze

  • A preguiça e a covardia são as causas da menoridade, …continuamos menores mesmo depois da natureza ter nos libertado para pensar livremente.

Você não tem que respeitar nada. Você tem a vida em suas mãos. Você tem discernimento e entendimento mais não usa.

Coragem para usar o próprio entendimento, porque é arriscado

Nos por covardia deixamos de usar o nosso entendimento e nos deixamos nos tiranizar.

….é tão tranquilo ser menor.

…. um livro que substitui nosso atendimento.

O Conceito de “Esclarecimento” Segundo Kant

 

 

Immanuel Kant escreve um artigo tentando responder a pergunta “O que é esclarecimento?” Segundo Kant, esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade. Menoridade esta que é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. E o culpado dessa menoridade é o próprio indivíduo.

 

O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Sapereaude! Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento (KANT, 2005. p. 63-64).

 

Kant afirma que todo individuo vive uma situação de menoridade em algum momento ou fase de sua vida, isso pode acontecer tanto por comodismo como por oportunismo, medo ou preguiça. Mas o que não pode acontecer é o indivíduo permanecer na menoridade a vida toda, renunciando esse processo a si e aos outros.

Neste caso, a menoridade é natural, pois se confunde com imaturidade, já que nenhuma pessoa nasce pronta. No entanto, Kant questiona aquelas autoridades (principalmente religiosas) que, através do medo ou do constrangimento, mantêm seus sujeitos em menoridade quando já teriam condições intelectuais de não sê-lo, e ironiza aqueles sujeitos que vivem uma situação de menoridade auto-imposta.

 

 

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bbraga

Sobre bbraga

Atuo como professor de química, em colégios e cursinhos pré-vestibulares. Ministro aulas de Processos Químicos Industrial, Química Ambiental, Corrosão, Química Geral, Matemática e Física. Escolaridade; Pós Graduação, FUNESP. Licenciatura Plena em Química, UMC. Técnico em Química, Liceu Brás Cubas. Cursos Extracurriculares; Curso Rotativo de química, SENAI. Operador de Processo Químico, SENAI. Curso de Proteção Radiológica, SENAI. Busco ministrar aulas dinâmicas e interativas com a utilização de Experimentos, Tecnologias de informação e Comunicação estreitando cada vez mais a relação do aluno com o cotidiano.

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