Atividade 2 – Poluição do Ar

É o “efeito borboleta”, que se refere a uma dependência sensível às condições iniciais dentro da teoria do caos.A educação é o efeito borboleta transformador

Foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz, para uso na previsão do tempo, mas com os anos tornou-se uma metáfora usada na ciência e fora dela. Pequenas causas podem produzir grandes efeitos.

Segundo a “Teoria do Caos”, um evento determinado pode ter consequências imprevisíveis no que se refere a fenômenos naturais, como um tsunami, por exemplo.

Assim, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e talvez provocar um tufão do outro lado do mundo.

Quando pensamos em causas e consequências sabemos que todas as nossas decisões e ações possuem consequências sejam elas boas ou ruins, o difícil é pensar até que ponto podem chegar.

Quando falamos em poluição atmosférica, logo pensamos na queima de combustíveis fósseis, Chuva ÁcidaDestruição da camada de ozônio , nas chaminés que jogam diversos produtos químicos no ar.

Quase nunca pensamos na poluição que nós mesmos damos causa.

Quantas vezes você já jogou lixo no chão ou viu alguém jogar? Não dá nem para contar.

Pode parecer que o seu ato, se analisado isoladamente, não tenha tanta consequência, mas se analisarmos a sociedade como um todo, se cada um jogar um papel no chão, quantos papéis terão espalhados ao fim do dia?

Quantas vezes você consumo de carne por semana? (o esterco, a fermentação gástrica e intestinal dos ruminantes e o desmatamento para criar pastos são extremamente impactantes).

Vacas e ovelhas poluem mais do que os carros

Apesar do ar inofensivo, vacas, búfalos ou camelos são das maiores ameaças para o ambiente. A produção de carne e as emissões de gases destes animais contribuem em 18% para o aumento do aquecimento global. Mais do que o sector dos transportes (13,5%). A solução passa por mudar a alimentação do gado, mas também a nossa, reduzindo o consumo de carne.

Está a pensar trocar o seu automóvel por um carro de bois para ajudar o ambiente? Esqueça. As vacas são das maiores responsáveis por emissões de gases poluentes para a atmosfera. Ao todo, o setor da criação de gado é o culpado por de 18% das emissões, bem mais do que o dos transportes, responsável por “apenas” 13,5% desta ameaça ao ambiente. A culpa é do sistema digestivo de ruminantes como as vaca, ovelhas, búfalos ou camelos, mas também de animais como o porco, que funciona como uma pequena fábrica de metano, um gás 20 vezes mais prejudicial para o ambiente do que o dióxido de carbono emitido pelos meios de transporte, que é enviado para a atmosfera pelo estrume e flatulência.

Só estes animais produzem 9% das emissões enviadas para a atmosfera. Os outros 9% vêm dos processos necessários à produção – alterações dos terrenos para uso como pastagens, criação de gado, transporte dos animais e da carne para os talhos .Para combater o problema dos gases do gado, cientistas por todo o mundo tentam descobrir maneiras de “suavizar” a digestão destes animais.

Desde Janeiro que as vacas de 15 quintas em Vermont, Estados Unidos, têm sido postas à prova com a introdução de uma nova dieta. Em vez das habituais refeições compostas de milho e soja, é-lhes dado alfafa, sementes de linhaça e trevos. Os dados recolhidos até ao mês passado mostram que os níveis de metano enviados para a atmosfera desceram 18%, enquanto a produção de leite se manteve.

A nova dieta é de fato a responsável por esta descida das emissões poluentes: os alimentos dados às vacas são mais fáceis de mastigar e digerir, o que faz com que os animais engulam menos ar ao comer.

Guy Chornier, produtor de iogurtes, notou que as vacas da fazenda estão “mais saudáveis”, com o “couro mais brilhante e o hálito mais suave”. “Suavizar” o hálito das vacas é algo urgente, dizem os cientistas climáticos. As vacas têm no estômago uma bactéria que faz com que arrotem metano, e alguns estudos indicam que cada animal expele uma média de 500 litros deste gás para a atmosfera por ano.

Fazendo uma conta rápida: em Portugal existe um milhão e meio de cabeças de gado.

Se cada vaca envia para a atmosfera 500 litros de metano, temos 750 milhões de litros deste gás na atmosfera todos os anos apenas devido ao gado bovino existente.

Agora é fazer as contas a países como o Brasil (189 milhões de cabeças de gado), Índia (187 milhões) e China (110 milhões), isto referindo apenas os três países com mais gado bovino.

Estes valores são apenas metade dos produzidos pela indústria da carne. Um relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) adiciona ainda os gases emitidos durante esta produção.

Para ter uma ideia, para se conseguir um quilo de carne polui-se tanto como conduzir um automóvel citadino durante 250 quilómetros e produz energia suficiente para acender uma lâmpada de 100 watts durante 20 dias.

Esperando-se que a produção de leite e carne duplique nos próximos 30 anos, as Nações Unidas consideram a criação de gado uma das mais sérias ameaças para o clima.

Nos Estados Unidos, a ameaça foi levada muito a sério e já começou o programa “vaca do futuro”, que procura reduzir um quarto do total das emissões da indústria da carne até ao fim da próxima década.

Os cientistas estão a tentar de tudo para resolver este problema: começando pela genética – investigando vacas que emitem naturalmente menos metano – até fazer alterações nas próprias bactérias produtoras do gás.

Poluição do ar

 A Revolução Industrial mudou todo o cenário mundial. O novo modo de produzir voltado à obtenção de lucro, à produção em massa e à mentalidade consumista estimulam cada vez mais alterações no meio ambiente.

A produção industrial e o estímulo cada vez maior ao consumo fizeram com que houvesse a necessidade de se aumentar a matéria-prima para as indústrias, visto que a maioria dos produtos tem vida útil reduzida. Consequentemente, ações como desflorestamento, poluição de mares e rios com esgoto industrial e agrotóxicos, empobrecimento dos solos, poluição atmosférica têm provocado uma intensa degradação do meio ambiente.

A degradação ambiental tornou-se insustentável, visto que o que estava distante da nossa realidade já é algo com o qual precisamos nos preocupar e para o qual devemos buscar soluções.

No ano de 1972, ocorreu a Primeira Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente, na Suécia. Em 1987, o conceito de desenvolvimento sustentável foi apresentado no relatório Nosso Futuro Comum, elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente, pela Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo desse relatório é apresentar mudanças imprescindíveis para que o desenvolvimento socioeconômico ocorra de maneira sustentável. Parte-se do princípio de que explorar é necessário, no entanto, há uma urgência em fazer com que essa exploração ocorra pensando no comprometimento das gerações futuras. Para isso é necessário substituir o modelo de desenvolvimento que atualmente visa a explorar ao máximo os recursos naturais por um modelo que tenha como meta a diminuição dos impactos negativos sobre o meio ambiente. Uma das alternativas propostas é a substituição do uso de fontes não renováveis, como os combustíveis fósseis, por fontes renováveis de energia, como as energias solar e eólica.

A poluição atmosférica é consequência, em maior parte, da ação humana, no sentido de introduzir produtos químicos e/ou tóxicos no ambiente.

A queima de combustíveis fósseis – e não só ela – propicia a liberação de monóxido de carbono, que corresponde a aproximadamente 45% dos poluentes liberados em grandes metrópoles. Inodoro e incolor, o CO tem capacidade de se ligar à hemoglobina sanguínea, podendo provocar asfixia.

Dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre, ácido nítrico, ácido sulfúrico e hidrocarbonetos são outros poluentes que contribuem para esse tipo de poluição. Irritação de mucosas e vias respiratórias, cânceres, alteração da água e solo, corrosões de construções e monumentos, inversão térmica, efeito de estufa e destruição da camada de ozônio são algumas consequências da ação desses. Partículas, como as de sílica e amianto podem ser cancerígenas, além de causar fibroses e enfisemas pulmonares.

Considerando que, em qualquer tipo de ambiente, indivíduos que o constituem possuem relações de dependência, o fim de uma população, por exemplo, pode causar drásticas consequências a toda comunidade. Como, obviamente, nossa espécie é uma delas, não devemos nos esquecer que podemos ser os principais prejudicados.

Há menos de cinco décadas, o discurso dos ambientalistas era tido como exagero ou ponto de vista radical e infundado. Entretanto, é fato que, por exemplo, os teores de gás carbônico na atmosférica aumentam anualmente em torno de 0,5%, a temperatura média da superfície de nosso planeta aumentou cerca de 5° C desde a época da Revolução Industrial e camadas inteiras e gigantescas de gelo das regiões polares são derretidas em velocidade assustadora como consequência da poluição do ar.

Assim, é importante rever nossas atitudes individuais e cobrar de nossos representantes e superiores atitudes referentes à qualidade do ar. O uso de filtros em chaminés de indústrias, investimento no transporte coletivo e em ciclovias a fim de reduzir o número de automóveis nas cidades, criar sistemas de carona entre os colegas, evitar queimadas, reduzir ou não fazer o consumo de carne, reutilização de materiais, uso de energias menos ou não poluentes e não adquirir produtos que contém CFC’s (estes têm capacidade de destruir a camada de ozônio) são algumas medidas que podem ser adotadas.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:ARAGUAIA, Mariana. “Poluição da atmosfera”; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/biologia/poluicao-atmosferica.htm>. Acesso em 16 de fevereiro de 2019.

Ação antrópica

Ação antrópica corresponde a uma ação realizada pelo homem. Em decorrência dos impactos ambientais provocados pelo homem, esse termo ganhou destaque nas discussões ambientais.

Sabe-se que o espaço geográfico é o local onde se estabelece a relação entre homem e meio. Assim, ele sofre constantes alterações, sejam positivas ou negativas. Ao falarmos sobre impactos, geralmente é feita uma associação negativa ao termo. Contudo, é preciso ressaltar que “impacto” refere-se às alterações produzidas no meio ambiente, que podem ser negativas ou positivas.

A poluição de mares e rios é um exemplo de ação antrópica negativa.
A poluição de mares e rios é um exemplo de ação antrópica negativa.

Impactos negativos causados pela ação antrópica

Alguns problemas já são recorrentes no dia a dia de muitas pessoas, como aumento das temperaturas causado pelo intenso desmatamento de áreas verdes, enchentes nas áreas urbanas, seca extrema em diversas regiões provocada por alterações climáticas, extinção de diversas espécies que lidam com as poluições de rios e mares, racionamento de água, aumento do aquecimento global, entre outros.

São muitos os impactos ambientais provocados pela ação antrópica que se tornaram pauta de diversos debates, alcançando cunho científico e estudos acadêmicos. São exemplos:

1. Destruição da camada de ozônio: A camada de ozônio possui papel fundamental na manutenção da vida: reter os raios ultravioletas dirigidos à Terra pelo Sol. Gases presentes em sprays aerossóis e em refrigeradores, como o clorofluorcarboneto (CFC), são muito utilizados ao longo de décadas e têm provocado a destruição da camada de ozônio. As moléculas de cloro fixam-se às moléculas de ozônio e provocam sua destruição. As consequências são aumento de ocorrências de câncer de pele, de catarata e enfraquecimento do sistema imunológico.

2. Chuva Ácida: A industrialização provocou o aumento do uso de combustíveis fósseis e intensificou a queima desses combustíveis, lançando à atmosfera diversos gases poluentes. Uma das consequências disso é a chuva ácida. Combinados com água, esses gases reagem formando água e sal. Alguns óxidos formam também ácido sulfúrico, que precipitam e dão origem às chuvas ácidas. Essas chuvas causam diversos problemas ambientais, destroem vegetações, alteram a composição das águas de rios e de lagos, provocam corrosão do solo e podem agravar problemas respiratórios.

3. Desmatamento: O aumento populacional, a intensificação das atividades agropecuárias e o crescimento do ramo madeireiro aceleraram o ritmo do desmatamento de diversas áreas. Essa retirada da vegetação provoca inúmeros impactos ambientais negativos, como a perda de habitat por diversos animais, esgotamento dos solos, aumento dos processos erosivos, mudanças climáticas, entre outros.

Há urgência de medidas que diminuam os impactos ambientais causados pela ação antrópica. Para que as próximas gerações tenham um planeta habitável, é preciso que mudanças sejam feitas, começando pela alteração de hábitos sociais comuns, por meio, por exemplo, do incentivo ao uso de produtos ecológicos, da coleta seletiva, do uso consciente dos recursos hídricos acompanhado do compromisso firmado pelas nações a fim de se diminuir a degradação do meio ambiente.

Efeito estufa

O AQUECIMENTO GLOBAL

Envolvendo o planeta Terra, há uma camada de gases que chamamos de atmosfera. Os raios solares a atravessam, aquecendo a superfície terrestre que, quando aquecida, libera calor. Uma parte desse calor é absorvida pela atmosfera e a outra parte se perde no espaço. Quando a atmosfera absorve esse calor, ela não deixa que a Terra esfrie muito e mantém a superfície terrestre aquecida possibilitando a vida na Terra. Se não ocorresse isso, a Terra seria muito fria, em torno de -270C, e seria impossível viver aqui. Isso é o que chamamos de efeito estufa, um processo natural.


O efeito estufa é um fenômeno natural

As queimadas em matas e florestas, as indústrias, fábricas e motores a gasolina e diesel emitem vários gases, dentre eles o CO2 (dióxido de carbono). Esses gases chegam à atmosfera e formam uma camada impedindo que grande parte do calor que está dentro da Terra saia. O que ocorre é um aumento na temperatura da superfície terrestre, o chamado aquecimento global.

O CO2 forma uma barreira que impede que o calor saia da Terra
O CO2 forma uma barreira que impede que o calor saia da Terra

Como consequência desse aumento na temperatura no interior da Terra, podemos ver o derretimento das calotas polares, provocando um aumento no nível dos oceanos; a diminuição da umidade do ar podendo provocar desertificação em algumas regiões; o aumento de furacões, tufões e tornados e intensas ondas de calor.


Consequências do efeito estufa

Para que o efeito estufa não se torne um problema é necessário que a sociedade diminua a poluição do ar, mas como podemos fazer isso?

• Plantando mais árvores;
• Evitando queimadas;
• Reciclando o lixo;
• Usando a energia solar e a energia eólica (vento) para produzir energia elétrica;
• Usando mais transportes públicos;
• Colocando filtros nas indústrias e fábricas;
• Diminuindo a emissão de CO2 realizada pelos meios de transporte;
• Conscientizando a população mundial sobre o aquecimento global.

Leia também: Causas do aquecimento global

Ação antrópica positiva e redução de impactos negativos causados ao meio ambiente.​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​
Ação antrópica positiva e redução de impactos negativos causados ao meio ambiente.​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​

​​​​​​​Impactos positivos causados pela ação antrópica

Os debates atuais a respeito do meio ambiente têm demonstrado preocupação com a degradação da natureza e têm sugerido ações, acordos e metas que diminuam os impactos ambientais negativos. A insustentabilidade das ações humanas referentes ao meio ambiente passou a ser debatida com mais fervor a partir da década de 1960. O mundo foi assolado por grandes catástrofes naturais, provocando, então, o despertar de uma consciência para um desenvolvimento sustentável que preserve o mundo para as próximas gerações.

Saiba mais: Desenvolvimento Sustentável

Além das mudanças de hábitos e do estímulo ao consumo consciente, há outras ações antrópicas positivas que podem diminuir os problemas ambientais. São exemplos de ações antrópicas positivas:

  • Coleta seletiva;
  • Reflorestamento de áreas que foram desmatadas;
  • Reciclagem do lixo;
  • Uso de fontes renováveis de energia;
  • Preservação da biodiversidade;
  • Estabelecimento de leis de conservação do meio ambiente;
  • Não poluição de rios, lagos e mares;
  • Incentivo de políticas ambientais;
  • Recuperação de matas ciliares;
  • Uso de filtro que diminuam a emissão de gases tóxicos pelas indústrias;
  • Uso consciente dos recursos hídricos e de energia

Poluição nos centros urbanos

GEOGRAFIA

A poluição nos centros urbanos manifesta-se, principalmente, com a degradação do ar, dos recursos hídricos e dos solos.

A hazy cityscape to the right and a clear one to the left

Smog é o termo usado para definir o acúmulo da poluição do ar nas cidades que forma uma grande neblina de fumaça no ambiente atmosférico próximo à superfície. A palavra smog, aliás, é justamente a junção das palavras smoke (fumaça) e fog (neblina). Esse fenômeno prejudica a qualidade do ar e também diminui a visibilidade nos ambientes urbanos.

As cidades representam, desde a constituição da modernidade industrial, os principais centros econômicos, sociais e geográficos do mundo, aglomerando em torno de si a maior parte de investimentos e serviços. Além disso, segundo a ONU, desde 2007, o número de pessoas vivendo em espaços urbanos ultrapassou os habitantes residentes no meio rural, algo já comum em países desenvolvidos e até em boa parte dos emergentes, incluindo o Brasil.

Todavia, esse desenvolvimento urbano manifesta-se acompanhado por uma série de problemas, incluindo aqueles de ordem ambiental. Não obstante, a poluição nos centros urbanos tornou-se uma das problemáticas mais evidentes a serem enfrentadas nas esferas da qualidade de vida das cidades e também na preservação do meio natural. A elevada emissão de poluentes tóxicos na atmosfera, além da degradação de recursos naturais florestais e hídricos, constitui alguns dos principais desafios a serem superados.

Nesse sentido, podemos elencar três tipos principais de poluição urbana a serem combatidos ou reduzidos: a poluição do ar, a poluição hídrica e a poluição e degradação dos solos. Atenuar os efeitos dessas ações antrópicas no espaço das cidades é de fundamental importância para garantir aquilo que se denomina por sustentabilidade urbana, ou seja, a promoção de um desenvolvimento urbano que não comprometa o meio ambiente para as gerações futuras.

 

Poluição do ar nas cidades

A poluição do ar é um dos principais agravantes para a redução da qualidade de vida em muitas cidades do planeta, e isso inclui até mesmo os centros urbanos de países desenvolvidos. A cidade de Paris, por exemplo, decretou, em março de 2015, a implantação temporária de um sistema de rodízio de carros em função da poluição atmosférica para além dos limites aceitáveis. Problemas semelhantes reproduzem-se em inúmeras outras grandes capitais do mundo.

No Brasil, as metrópoles e grandes capitais também passam pelos mesmos problemas. Na cidade de São Paulo, segundo estimativas realizadas por ONGs ambientais, existem 20% mais chances de se sofrer de câncer de pulmão em comparação com espaços menos poluídos. Tudo isso causado pelo excesso de veículos, indústrias e outros elementos sociais que emitem uma grande quantidade de poluentes tóxicos para a atmosfera.

A poluição atmosférica nos centros urbanos também se intensifica pela remoção da vegetação, no sentido de que áreas arborizadas ou grandes reservas são eventualmente substituídas por ruas pavimentadas e infraestruturas de mobilidade, como os viadutos. E isso tudo sem falar das áreas de expansão urbana, que se encontram também cada vez mais degradadas em sua paisagem natural. Outro “vilão” é a inversão térmica, um fenômeno atmosférico natural e comum em dias de inverno e em manhãs frias que dificulta a dispersão dos poluentes.

Inversão Térmica

A Inversão térmica é um fenômeno natural registrado em qualquer parte do planeta, que corresponde à inversão das camadas atmosféricas (em escala local) de forma que o ar frio permanece em baixas altitudes e o ar quente nas camadas mais elevadas.

Dessa maneira, ocorre assim, uma desestabilização momentânea da circulação atmosférica e alteração na temperatura.

Como ocorre a Inversão Térmica?

Normalmente,a inversão térmica acontece no final da madrugada e no início da manhã, em particular, no período do inverno, visto que nessa estação tanto o solo quanto o ar, registram temperaturas mais baixas que próximas do solo, podem chegar abaixo de 4ºC.

Com isso, resulta na impossibilidade do ar frio se elevar, ficando retido nas camadas mais baixas da atmosfera, enquanto o ar relativamente mais quente, que ocupa as camadas mais elevadas da atmosfera, não consegue descer.

Inversão Térmica

A Inversão Térmica e o Efeito Tampão

A inversão térmica pode ocorrer em qualquer região do planeta, contudo, um ambiente bastante favorável são as Metrópoles, que absorvem grande quantidade de calor durante o dia, devido às elevadas concentrações de áreas construídas, a impermeabilização do solo, com asfalto, cimento e calçadas, desmatamento; sendo que durante a noite, no entanto, perdem calor rapidamente.

Assim, com a propagação do ar quente, o ar frio se concentra nas camadas mais baixas da atmosfera, que impedido de se dispersar, concentra toneladas de poluentes, provenientes de várias fontes, principalmente das indústrias, agravando a poluição das baixas camadas da atmosfera.

A cidade de São Paulo é um exemplo típico dessa ocorrência, apresentando ainda o chamado “Efeito tampão”, que surge com a chegada do verão, cujas massas de ar quente, provenientes do oceano formam um tampão sobre a cidade, que é cercada de morros.

Essa camada de ar quente impede a subida do ar frio que está próximo ao solo, resultando numa inversão térmica natural. No entanto, o “efeito tampão”, por impedir a subida do ar frio, permite a concentração de toneladas de poluentes nas camadas mais baixas da atmosfera.

Desse modo, ocorre na cidade de São Paulo a inversão térmica de inverno e a de verão. Durante o inverno, em decorrência do baixo índice pluviométrico, a inversão térmica torna-se muito mais grave dificultando a dispersão dos poluentes.

Catalisadores automotivos

Gases poluentes que são emitidos pelos veículos automotores e sobre uma tecnologia que é empregada nos mesmos para ajudar a combater a poluição atmosférica.

Os veículos automotores são de grande importância para a população, ninguém duvida disso, porém devemos ter consciência que a criação desses, aumentou relativamente à quantidade de gases tóxicos na atmosfera terrestre. Uma alternação desenvolvida para amenizar os efeitos dos gases poluentes no meio ambiente foi os catalizadores automotivos, o mesmo possibilita a diminuição desses poluentes e garante a preservação do ar.

Mas o que seria catalisadores automotivos?

Catalisador é uma substância que age em uma determinada reação química com o objetivo de acelerar a sua velocidade, os catalisadores automotivos aceleram as reações químicas, no qual transformam os poluentes em compostos menos prejudiciais a saúde. A figura a seguir mostra um exemplo de catalisador automotivo.

Figura 1: Catalisador automotivo.

Fonte: http://escapcarmais.com.br/como-funciona-o-catalisador/

Como o mostra a figura 1, os catalisadores automotivos são produzidos por uma colmeia cerâmica, conhecido como suporte cerâmico, composta de milhares de minúsculos canais. Na superfície da colmeia são impregnados metais preciosos, os quais constituem o catalisador. Por exemplo, para veículos a gasolina emprega-se uma mistura de paládio-ródio e para veículos a álcool, emprega-se uma mistura de paládio-molibdênio.

Quais são aos gases poluentes emitidos pelos veículos automotores? A queima da gasolina pelos motores dos automóveis produz dióxido de carbono (CO2) e água (H2O), também pode produzir o monóxido de carbono (CO), se ocorrer uma queima incompleta do combustível. Ademais outros poluentes podem ser produzidos sendo eles: óxidos de nitrogênio (NOx) e dióxido de enxofre (SO2), originários da queima de impurezas existente na gasolina.

Nos motores a diesel emitem o monóxido de carbono (CO), em menor quantidade em relação à gasolina, porém abundante os óxidos de nitrogênio (NOx) e dióxido de enxofre (SO2), além disso a fuligem, uma fumaça preta caraterística, que é gerada pela combustão incompleta. Já os carros a álcool, as quantidades referentes à NOX e SOsão desprezíveis, no entanto, existe eliminação de aldeído, que causa danos á saúde.

O quadro a seguir mostra os principais poluentes proveniente da queima de combustível fóssil e as consequências na saúde humana.

Quadro 1: Principais Poluentes oriundos da queima de combustível fóssil e implicações na saúde humana

Fonte: AZUAGA, D. “Danos Ambientais causados por Veículos Leves no Brasil”. Dissertação de M. Sc., COPPE/ UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2000.

Como podemos observar os poluentes provenientes dos automotivos, além de prejudicar o meio ambiente afeta a qualidade de vida das pessoas, mostrando assim que a utilização dos catalizadores é de grande importância.

Espero que tenham gostado, até a próxima.

Referências

  • Catalisadores automotivos disponível em: <http://manualdaquimica.uol.com.br/quimicaambiental/catalisadores automotivos.htm >. Acesso em 15 de fevereiro de 2017.
  • FELTRE, R. Química Geral- Físico Química. V.2, 6 ed, São Paulo: Moderna, 2004. Pg- 176
  • BOLDT, T. SILVA, A.W. Caracterização dos catalisadores automotivos: composição, classificação, variáveis físico-químicas e eficiência catalítica. Disponível em: <http://eventos.ifc.edu.br/wp-content/uploads/sites/5/2014/09/CET-54.pdf >,
 

Poluição hídrica nas cidades

poluição das águas, sobretudo dos cursos fluviais, ocorre de várias formas. Uma delas é a excessiva poluição e má destinação do lixo no espaço físico da própria cidade, que necessariamente integra uma bacia hidrográfica em específico. Assim, em tempos de chuva, todo o lixo acumulado nas ruas e calçadas é escoado em direção ao curso de algum rio, que se torna inutilizável.

Além disso, a falta de estrutura ou o planejamento incorreto no destino de resíduos sólidos também intensificam o problema. As redes de esgoto, muitas vezes, não contam com estações de destino e tratamento da água, depositando todo o material em grandes rios e até nos mares, no caso das cidades litorâneas. Isso, além de comprometer a disponibilidade de água potável, prejudica a preservação de espécies animais e dos ecossistemas.

Destaca-se, também, nesse contexto, o descarte direto de lixo de maneira irregular no leito dos cursos d’água, o que perpassa por uma má consciência individual e coletiva da população e também por uma política frágil de fiscalização e preservação dos recursos naturais em muitos municípios.

Os custos para a despoluição completa desses rios tornam-se impraticáveis para a maior parte das administrações públicas, o que torna o problema ainda mais grave no espaço geográfico urbano.

O descarte ilegal de lixo em cursos d'água nos centros urbanos é uma prática bastante comum
O descarte ilegal de lixo em cursos d’água nos centros urbanos é uma prática bastante comum

Poluição do solo urbano

O solo no espaço das cidades também acaba sendo alvo da elevada poluição, que ocorre principalmente pelo errôneo manejo dos resíduos sólidos. Nos lixões e nos aterros sanitários, o acúmulo de lixo urbano gera um líquido poluente chamado de “chorume”, que infiltra e torna os solos improdutíveis. Além disso, quando atinge o lençol freático, essa forma poluição compromete também a disponibilidade de água.

Esse problema pode ser combatido com a extinção dos lixões – algo oficialmente efetuado no Brasil em 2014, mas ainda muito presente na prática – e difusão de políticas de reciclagem ou reaproveitamento dos materiais descartáveis. No Brasil, esses procedimentos estão contemplados pela Política Nacional de Resíduos sólidos, mas ainda se portam como grandes desafios a serem superados.

O acúmulo de resíduos em lixões e aterros sanitários compromete os solos urbanos
O acúmulo de resíduos em lixões e aterros sanitários compromete os solos urbanos

Por Me. Rodolfo Alves Pena

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

PENA, Rodolfo F. Alves. “Poluição nos centros urbanos”; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/poluicao-nos-centros-urbanos.htm>. Acesso em 16 de fevereiro de 2019.

Lista de Exercícios

Questão 1

A poluição atmosférica está diretamente relacionada com o surgimento de doenças respiratórias em uma população. Irritações nas mucosas e casos de cânceres são apenas alguns dos problemas causados por esse tipo de poluição, que deve ser rapidamente combatido. Analise as alternativas a seguir e marque aquela que não representa uma forma de diminuir a poluição atmosférica.

a) Monitorar áreas que correm risco de incêndio.

b) Diminuir o uso de veículos automotores.

c) Promover o reflorestamento.

d) Reduzir o transporte coletivo.

e) Não realizar queimadas.

Questão 2

Um dos poluentes atmosféricos que afetam nossa saúde é o monóxido de carbono. Ele pode, em alta concentração, causar asfixia e, até mesmo, morte. Isso acontece porque o monóxido de carbono:

a) fixa-se nas vias respiratórias, causando sua obstrução.

b) causa o fechamento da glote, impedindo que o oxigênio chegue até os pulmões.

c) liga-se à hemoglobina, dificultando o transporte de oxigênio.

d) causa obstrução dos alvéolos pulmonares.

e) causa a destruição dos brônquios.

ENEM-1998) Um dos problemas ambientais decorrentes da industrialização é a poluição atmosférica. Chaminés altas lançam ao ar, entre outros materiais, o dióxido de enxofre (SO2), que pode ser transportado por muitos quilômetros em poucos dias. Dessa forma, podem ocorrer precipitações ácidas em regiões distantes, causando vários danos ao meio ambiente (chuva ácida).

Com relação aos efeitos sobre o ecossistema, pode-se afirmar que:

I. As chuvas ácidas poderiam causar a diminuição do pH da água de um lago, o que acarretaria a morte de algumas espécies, rompendo a cadeia alimentar.

II. As chuvas ácidas poderiam provocar acidificação do solo, o que prejudicaria o crescimento de certos vegetais.

III. As chuvas ácidas causam danos se apresentarem valor de pH maior que o da água destilada.

Dessas afirmativas, está(ão) correta(s):

a) I, apenas.

b) III, apenas.

c) I e II, apenas.

d) II e III, apenas.

e) I e III, apenas.

QUESTÃO 4

(Mack-2007) Três consequências da poluição atmosférica são a destruição da camada de ozônio (A), o efeito estufa (B) e as chuvas ácidas (C). Os principais gases envolvidos em A, B e C são, respectivamente,

a) dióxido de carbono, dióxido de enxofre e clorofluorcarbono (CFC).

b) dióxido de enxofre, dióxido de carbono e clorofluorcarbono (CFC).

c) clorofluorcarbono (CFC), dióxido de carbono e dióxido de enxofre.

d) clorofluorcarbono (CFC), dióxido de enxofre e dióxido de carbono.

e) dióxido de carbono, clorofluorcarbono (CFC) e dióxido de enxofre.

Atmosfera terrestre

A atmosfera terrestre corresponde à camada de ar que envolve a Terra e é constituída, principalmente, por nitrogênio, oxigênio, gás carbônico, entre outros gases. Essa camada é responsável pela manutenção da vida no planeta, visto que uma de suas funções é manter a temperatura estável, impedindo que haja grandes amplitudes térmicas entre o dia e a noite. A atmosfera terrestre divide-se em camadas de acordo com a variação da temperatura. Suas camadas são: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera.

Atmosfera terrestre
O planeta Terra é envolto por uma camada gasosa conhecida como atmosfera terrestre.

Atmosfera terrestre corresponde a uma camada de ar que envolve todo o planeta Terra e auxilia na manutenção da vida. É composta por gases que não se dissipam, mantendo-se por meio da gravidade. Com base no critério da dinâmica da temperatura, a atmosfera terrestre divide-se em camadas.

Características da atmosfera

Composta por gases como oxigênio, gás carbônico e nitrogênio, a atmosfera terrestre desempenha importantes funções, como proteger a Terra dos raios ultravioletas, nocivos aos seres vivos, e manter a temperatura média da Terra, evitando grandes amplitudes térmicas entre o dia e a noite. Graças à atmosfera, é possível que haja vida no planeta. É importante ressaltar que essa camada de gás não possui um limite físico que a identifique, pois, à medida que se eleva altitude, os gases tornam-se cada vez mais rarefeitos.

Qual é a altura da atmosfera?

Alguns estudiosos do campo da climatologia limitam a atmosfera terrestre em aproximadamente 100 quilômetros, considerando que não há um limite superior estabelecido fisicamente. Contudo, em decorrência da força atuante da gravidade sobre os gases que constituem a atmosfera terrestre, esta pode alcançar até 10 000 quilômetros, transitando, então, para o espaço sideral.

Gases que compõem a atmosfera

Os gases que compõem a atmosfera terrestre não se dissipam com facilidade em decorrência da ação atuante da gravidade. São eles:

1. Nitrogênio: representa cerca de 78% do volume da atmosfera. O nitrogênio absorve poucas quantidades de calor proveniente do Sol. Apesar de ser o gás com maior volume na atmosfera, não apresenta papel muito importante.

2. Oxigênio: representa cerca de 21% do volume da atmosfera. O oxigênio é o gás que possibilita a vida no planeta e que forma o gás ozônio na atmosfera.

3. Argônio: representa cerca de 0,93% do volume da atmosfera. O argônio é considerado um gás inerte, pois não reage com outros gases que estão presentes na atmosfera. Assim, pode ser encontrado em sua forma pura.

4. Gás carbônico: representa cerca de 0,039% do volume da atmosfera. O gás carbônico é encontrado na atmosfera em decorrência do processo de respiração dos seres vivos. Também pode ser proveniente de processos de combustão.

5. Outros gases: há, na atmosfera, gases como neônio, metano, hidrogênio, ozônio e hélio.

Na atmosfera terrestre, também é encontrado vapor d’água, que não é um gás. O vapor d’água representa cerca de 4% do volume atmosférico e diminui à medida que há o aumento da altitude. Esse elemento atmosférico influencia diretamente nas dinâmicas das temperaturas médias em todo o planeta, pois consegue absorver e emitir calor para atmosfera.

Uma das funções da atmosfera é impedir que meteoritos atinjam a superfície terrestre.
Uma das funções da atmosfera é impedir que meteoritos atinjam a superfície terrestre.

Para que serve a atmosfera?

A atmosfera terrestre possibilita o efeito estufa, responsável pela manutenção da vida na Terra. Essa camada de ar impede que o calor proveniente do Sol retorne ao espaço rapidamente, evitando, assim, grandes amplitudes térmicas entre o dia e a noite. Isso possibilita a manutenção de uma temperatura média, que permite a existência de vida na Terra. Além dessa importante função, a atmosfera terrestre desempenha outras funções:

  • Funciona como filtro, impedindo que os raios ultravioletas provenientes do Sol cheguem até a superfície terrestre.
  • Evita que meteoritos ou fragmentos rochosos que orbitam no espaço cheguem até a Terra, fragmentando-os por meio de processos de combustão em uma de suas camadas.

Evolução da atmosfera terrestre

Estima-se que a atmosfera terrestre tenha surgido há cerca de quatro bilhões de anos. Essa camada de gás formou-se quando o planeta Terra, depois de um elevado aquecimento, resfriou-se. Vapor d’água, gases e outros elementos provenientes do interior da Terra emergiram. Parte desses gases e elementos dissiparam-se no espaço, contudo, alguns fixaram-se ao redor do planeta em decorrência da gravidade atuante..

Na atmosfera primitiva, não havia presença de gases como o oxigênio. Os gases abundantes eram metano, gás carbônico, nitrogênio e, inclusive, gases compostos por substâncias venenosas. Apresentava altas temperaturas e tinha o Sol como a principal fonte de energia. Isso possibilitou que os primeiros organismos vivos surgissem: as bactérias de metabolismo anaeróbico (sem a presença de oxigênio).

Por meio da formação dos oceanos, começaram a surgir plantas marinhas primitivas, que passaram a realizar o processo de fotossíntese, modificando, então, a composição de gases da atmosfera. As características atuais da atmosfera só foram adquiridas há cerca de 65 milhões de anos. A concentração de oxigênio na atmosfera levou aproximadamente 1,5 bilhão de anos para chegar aos 21%.

A atmosfera terrestre divide-se em camadas de acordo com a variação da temperatura.
A atmosfera terrestre divide-se em camadas de acordo com a variação da temperatura.

Camadas da atmosfera terrestre

Com base no critério da variação de temperatura, a atmosfera terrestre é dividida em camadas. Apesar de a atmosfera ser disposta em camadas de acordo com essa classificação, é preciso ressaltar que não existe um limite físico entre elas, porque a atmosfera é um meio fluido constituído por gases.

A atmosfera terrestre é dividida em cinco camadas:

Camadas da atmosfera Características
TROPOSFERA Representa a camada de maior importância para os seres vivos, pois possibilita que eles respirem. É a camada mais próxima da superfície terrestre, apresenta uma distância de, aproximadamente, 17 quilômetros até seu limite superior e um volume de 80%. É na troposfera que ocorre a maioria dos fenômenos climáticos, como chuva, granizo e nevoeiro. Nela, há uma diminuição da temperatura à medida que se aumenta a altitude.
ESTRATOSFERA Nessa camada, circulam os aviões de carga e de passageiros. É a segunda camada da atmosfera e nela se localiza a camada de ozônio. Nessa camada, há um gradativo aumento da temperatura, pouca concentração de vapor d’água, e o ar movimenta-se horizontalmente.
MESOSFERA Representa a camada mais fria da atmosfera, e seu ar é rarefeito. Suas temperaturas podem chegar a -90º C em decorrência da baixa concentração de moléculas e também porque há redução do calor proveniente da camada de ozônio. A temperatura diminui com o aumento da altitude. Nessa camada, há fragmentação dos meteoritos por meio de processos de combustão, evitando que cheguem até a superfície terrestre.
TERMOSFERA A termosfera é também conhecida como ionosfera em decorrência da grande concentração de íons. Apresenta altas temperaturas, que podem chegar a 1500º C à medida que há o aumento da altitude. Nessa camada, é possível observar o fenômeno óptico conhecido como aurora polar (aurora boreal e aurora austral). Na termosfera, orbitam os ônibus espaciais.
EXOSFERA É a última camada da atmosfera e representa a transição entre a atmosfera e o espaço sideral. Nela, o ar é rarefeito e constitui-se por hélio e hidrogênio. Suas temperaturas podem atingir 1000º C. Isso exige que as naves espaciais sejam construídas com material resistente a altas temperaturas.

Leia também: Características das camadas da atmosfera

Questão 1

Alternativa “d”. A redução do transporte coletivo incentiva a população a utilizar mais veículos próprios, o que pode colaborar para o aumento da poluição atmosférica. Para a redução da poluição, o ideal é investir em transporte coletivo de qualidade.

Questão 2

Alternativa “c”. O monóxido de carbono liga-se às hemácias, em virtude de sua afinidade com a hemoglobina, impedindo a ligação desta com o oxigênio e diminuindo a oxigenação dos tecidos.

Questão 3

Alternativa “c”. A alternativa III está incorreta porque a água destilada possui pH 7 (neutro) e a chuva ácida possui pH ácido (abaixo de 7).

Questão 4

Alternativa “c”. A destruição da camada de ozônio está relacionada com o uso de CFC, que atualmente tem seu uso restrito a alguns inaladores. O efeito estufa, por sua vez, relaciona-se com vários gases-estufa, em especial o dióxido de carbono. O dióxido de enxofre, por sua vez, é um gás tóxico que pode combinar-se com a água e dar origem à chuva ácida.

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bbraga

Sobre bbraga

Atuo como professor de química, em colégios e cursinhos pré-vestibulares. Ministro aulas de Processos Químicos Industrial, Química Ambiental, Corrosão, Química Geral, Matemática e Física. Escolaridade; Pós Graduação, FUNESP. Licenciatura Plena em Química, UMC. Técnico em Química, Liceu Brás Cubas. Cursos Extracurriculares; Curso Rotativo de química, SENAI. Operador de Processo Químico, SENAI. Curso de Proteção Radiológica, SENAI. Busco ministrar aulas dinâmicas e interativas com a utilização de Experimentos, Tecnologias de informação e Comunicação estreitando cada vez mais a relação do aluno com o cotidiano.

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