UMA TRISTE REALIDADE -A VALE

A VALE tornou-se um enorme transtorno ao país. E não está nem aí com isso.

Duas perguntas devem ser respondidas para o bem e o futuro do país: quando a empresa vai pagar pelas tragédias e quando seus dirigentes serão presos? 

Com a reputação manchada, a VALE se mantém com sua autoestima sem arranhões, pelo menos do ponto de vista dos seus executivos milionários e dos seus balanços de lucros estratosféricos celebrados sob o ar condicionado da sua sede carioca.

APÓS OS CONSTANTES CRIMES AMBIENTAIS QUE VEM ASSOLANDO MINAS GERAIS, O MEDO QUE RODA A CIDADE DE ITABIRA É REAL. 

A Vale tem 15 barragens no município de Itabira, das quais cinco ficam próximas do perímetro urbano – entre elas, as duas maiores, Pontal e Itabiruçu. Em alguns bairros, as casas terminam onde começa a represa de rejeitos de minério de ferro. As barragens de Itabiruçu e Pontal são as maiores mantidas pela Vale em Itabira e duas das maiores da empresa em Minas Gerais. São as que mais causam temor na população e as que têm maior número de residências na zona de autossalvamento. A barragem de Pontal tem 220 milhões de m³ de rejeito de minério de ferro. Já Itabiruçu possui 222,87 milhões m³  de rejeitos, e passa por processo de alteamento.

As cinco barragens mais próximas do centro da cidade armazenam 423 milhões de m³ de rejeitos, segundo os dados mais recentes da Agência Nacional de Mineração – o número é de janeiro deste ano. É um volume equivalente a 33 vezes o que havia na primeira barragem que se rompeu na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho.

O empreendimento da Anglo American constam inúmeras violações de direitos humanos, assim como da legislação ambiental. O reassentamento e a garantia de direitos de comunidades severamente afetadas permanecem questões não solucionadas.

RESSIGNIFICAR – UMA TRISTE REALIDADE

O significado de todo acontecimento depende do filtro pelo qual o vemos. Quando mudamos o filtro, mudamos o significado do acontecimento, e a isso se chama ressignificar, ou seja, modificar o filtro pelo qual uma pessoa percebe os acontecimentos a fim de alterar o significado desse acontecimento. Quando o significado se modifica, as respostas e comportamentos da pessoa também se modificam.

Não estamos sozinhos neste planeta, ou dividimos espaço com outras criaturas ou morreremos, tenha consciência disso. Proteger a fauna, flora, montanhas, solo, nascentes, rios e mares, é um dever cívico. Faça sua parte, todos seremos responsabilizados pelo que estamos fazendo de mal a natureza. 

Publicado originalmente no Jornal de Itabira, 17 de novembro de 1934  )

A VALE sempre impôs uma postura desrespeitosa, respaldada pelo poder público.

Itabira cidade onde a Vale foi criada nos anos 1940 pelo então presidente Getúlio Vargas é um laboratório para a exploração do minério de ferro em larga escala e exemplo das contradições da indústria mineral. Um dos municípios que mais arrecada impostos da mineração no Estado vive uma calamidade financeira, culpa da má gestão pública e falta de interesse políticos.

Apenas uma Fotografia na Parede

Itabira tem na destruição do pico do Cauê uma das principais marcas da mineração: o antigo pico que tanto encantava o poeta itabirano Carlos Drummond de Andrade. Hoje basicamente sobrou apenas uma cava, cercada por um por um talude de terra explorada e utilizada como área de deposição do rejeito. Por mais de 67 anos, rendeu grande riqueza para a Vale o e município.

A natureza foi encarada pela mineradora como fonte de recursos inesgotáveis.

O problema ambiental em Itabira é parte da própria paisagem da cidade. Essas alterações assumem um caráter de irreversibilidade e de situação de risco. Os taludes e as cavas resultantes do processo de extração mineral tornam a paisagem triste, agressiva e ameaçadora. Os vales a jusante da mineração estão assoreados, tornando-os impróprios para agricultura. Depósitos de estéril sujeitos a ação das intempéries. Uma licença ambiental pouco fiscalizada e bastante frouxa e nenhuma licença social, a mineração parece ter predominância sobre tudo e sobre todos. O resultado apresenta, de um lado, montanhas de dólares e de outro, cidade inchada marginalizada. Impactos Humanos, Socioambientais, Econômicos, Corrupção. Danos à flora, à fauna , ao solo, à água, à atmosfera.

As grandes mineradoras, lideradas pela Vale, em conluio com o Estado, tocadas pela classe dominante, estão fazendo guerra contra o povo, O gigante da mineração em Minas Gerais, no Pará e em outros estados do Brasil, chegou à exaustão e está colocando em colapso as condições de vida de toda a população, da mãe terra, da irmã água, do irmão solo, e dos biomas. O crime não é só da Vale, é também do Estado cúmplice. É crime também dos governos anteriores e atuais, do poder legislativo que, em Minas Gerais, cuspiu no rosto de todos. A humanidade só terá futuro se o capitalismo, como uma máquina de moer e corroer vidas, parar de abrir sua boca satânica e engolir os trabalhadores.

Rio São Francisco foi contaminado por rejeitos da barragem de Brumadinho

http://g1.globo.com/globo-news/videos/v/rio-sao-francisco-foi-contaminado-por-rejeitos-da-barragem-de-brumadinho/7476845/

O QUE É TALUDE MONTANTE E JUSANTE DE UM BARRAGEM?

Barragem de rejeitos é um reservatório destinado a reter resíduos sólidos e água resultantes de processos de extração de minérios. O armazenamento desses rejeitos é necessário a fim de evitar danos ambientais. As características dos rejeitos variam segundo o tipo de mineral e o processo de beneficiamento empregado.
Os taludes são as laterais de uma barragem de terra. A lateral que ficará em contato com a água represada é chamada de talude de montante, e a outra lateral, que é a frente da barragem, é chamada de talude de jusante. Os taludes de uma barragem de terra deverão ser inclinados, basicamente, por duas razões:
  1. ao fato de que a água represada exercerá esforços sobre o talude de montante da barragem, sendo estes menores na altura da lâmina d’água e próximos da sua base (fundo da represa). Por essa razão, as barragens devem ser construídas mais largas na parte de baixo e mais estreita na parte superior.
  2. da inclinação dos taludes, refere-se à facilidade de construção, uma vez que é muito mais fácil construir uma barragem de terra com as laterais inclinadas. Além disso, a quantidade de terra necessária será menor, resultando na necessidade de menos da mão de obra e menos horas de máquinas e, com isso, o custo será menor.
A força da água
O esforço resultante que a água exerce sobre o talude de montante é obtido pela soma vetorial de duas forças, uma no sentido horizontal e outra no vertical. A força exercida no sentido vertical, contribui para uma maior estabilidade da barragem, pois este esforço favorece a compactação do solo utilizado na construção do corpo da barragem. Por outro lado, a força exercida pela água no sentido horizontal do maciço de terra poderá, ao longo do tempo, provocar o arrombamento da barragem. (empuxo).
O Empuxo Lateral – O peso da água exerce uma pressão sobre o talude, uma força hidrostática que aumenta com a profundidade e chamada de Empuxo Lateral.
Portanto, a situação ideal é aquela em que a força exercida pela água no sentido horizontal do corpo da barragem seja a menor possível e a força no sentido vertical seja a maior possível. Para que essa condição aconteça, será necessário que o talude de montante tenha uma inclinação menor que a do talude de jusante.
O Empuxo Lateral pode ser tão forte que chega a arrastar a barragem toda, deslocando-a para jusante.
Para “segurar” e impedir que o empuxo lateral arraste a barragem, pode ser feito, nas fundações da barragem, uma espécie de “dente” que é apoiado no solo da fundação.
Além disso, após o represamento da água, mesmo utilizando-se solo de boa qualidade na construção da barragem, sempre ocorrerá um pequeno e contínuo fluxo de água que se formará através da barragem. Este fluxo causará, a partir da sua base, o umedecimento de uma parte do maciço de terra. A altura máxima do umedecimento que se formará no interior da barragem determinará uma linha chamada linha de saturação. Linha de saturação é, portanto, a linha abaixo da qual o maciço de terra estará sempre umedecido. Ela é determinada pela altura máxima do umedecimento que se formará no maciço de terra da barragem.
Se a base da barragem for estreita e, ou se a compactação não tiver sido feita corretamente, a linha de saturação poderá cair fora da barragem, provocando, pouco a pouco, pequenos desmoronamentos, a partir da base do talude de jusante, que comprometerão a estabilidade da barragem. Por outro lado, se a base for larga o suficiente e, tendo sido a compactação do solo bem feita, a linha de saturação cairá dentro do corpo da barragem, eliminando assim os riscos de desmoronamentos. Portanto, esta será mais uma razão para que o talude de montante tenha menor inclinação em relação ao de jusante.
Em geral, nas barragens bem construídas, ou seja, aquelas em que se utilizou solo adequado (mais argiloso e com pouca percentagem de areia) a declividade média da linha de saturação será em torno de 4:1. Isso quer dizer que, a partir do ponto onde a lâmina d’água toca na barragem, a cada quatro metros, medidos na horizontal, a linha de saturação descerá um metro dentro do maciço de terra.
Mesmo tomando-se as devidas providências, se depois de um certo tempo que a barragem estiver construída, for observado que a linha de saturação está caindo fora da mesma, e estiver surgindo desmoronamentos na base do talude de jusante é possível corrigir este problema. Para isso, será necessário fazer uma raspagem na base jusante da barragem até aproximadamente 25% da sua altura e, no local onde a terra foi retirada, será necessário colocar camadas de pedra. A substituição de parte do aterro por pedras, que formará uma camada de material inerte e poroso, garantirá a estabilidade da barragem, evitando a continuidade dos desmoronamentos.
Pelo fato de ser permeável, forma-se uma rede de percolação (é o movimento da água através do solo poroso.) dentro do muro e pode surgir minas d’água na face à jusante da barragem. Se a água que sai dessa mina é límpida, isto é, não tem partículas de argila, então não há riscos. Mas se a água sai barrenta é por que a percolação está carriando a argila do seio da barragem. Com o tempo forma-se canais internos, como rios, que podem levar a barragem ao colapso:

RESILIÊNCIA

RICARDO ABEL (CE)

Resiliência O termo originou-se da física referindo-se à “propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora da deformação elástica”. É a energia potencial da deformação. No que se refere ao ser humano, resiliência não significa simplesmente voltar ao estado original, mas sim a superação ou adaptação diante das situações estressantes e/ou traumáticas.

Resiliência As pessoas não confiam em você na hora da sua fraqueza, ou, o que é pior, na circunstância de fraqueza. Elas esperam que você sucumba. O problema começa se você no íntimo concordar com isso. Se a capacidade de adaptação às circunstâncias é a mãe da sobrevivência, a criatividade é a madrinha.

Tensão

A Tensão nada tem haver com algo fora de você, mas com algo que está acontecendo em seu interior. Você sempre encontrará uma desculpa externa para racionalizar sua tensão, porque simplesmente parece absurdo ficar tenso sem nenhuma razão. Mas a tensão não está fora de você: ela reside em seu estilo de vida incorreto. Você está sempre pensando em termos de passado ou de futuro, e deixando passar o PRESENTE, e isso gera tensão. Osho. Meditação para pessoas ocupadas. São Paulo: Gente,2005

Mantenha-se em contato com seus próprios recursos – Círculo de Excelência. – Esteja com o canal aberto para acessar seus recursos pessoais; – Reconheça que existe uma possibilidade ou um problema; – Admita que uma nova solução é necessária; O resiliente enxerga alternativas ao seu redor, alternativas que, antes, eram impensáveis.

Separe-se do problema. Você é você, a situação é a situação. Você não é a situação. Esta coisa é passageira. É bom decidir que a situação é passageira e dizer a si mesmo: Sou mais do que as minhas circunstâncias atuais. As pessoas resilientes, dizem com freqüência: “Eu escolho estar bem”.

Ressignificar a experiência Para o ser resiliente, ressignificar é uma competência necessária para nossa evolução. O significado que eles atribuem a cada experiência é inteligente, compromissado com os resultados. “O significado de todo acontecimento depende do filtro (as lentes) através do qual vemos. Ressignificar é mudar esse filtro mental para vermos os mesmos acontecimentos sob uma ótica. E quando o significado muda, as reações emocionais e os comportamentos, automaticamente também mudam. A qualidade começa em mim – Tom Chung Agradecer a adversidade é uma forma de ressignificação. Que passagem adversas você, hoje, está feliz por terem acontecido.

A vida é feita de sonhos e concretizada com AMOR

http://bibocaambiental.blogspot.com/2019/

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bbraga

Sobre bbraga

Atuo como professor de química, em colégios e cursinhos pré-vestibulares. Ministro aulas de Processos Químicos Industrial, Química Ambiental, Corrosão, Química Geral, Matemática e Física. Escolaridade; Pós Graduação, FUNESP. Licenciatura Plena em Química, UMC. Técnico em Química, Liceu Brás Cubas. Cursos Extracurriculares; Curso Rotativo de química, SENAI. Operador de Processo Químico, SENAI. Curso de Proteção Radiológica, SENAI. Busco ministrar aulas dinâmicas e interativas com a utilização de Experimentos, Tecnologias de informação e Comunicação estreitando cada vez mais a relação do aluno com o cotidiano.

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